Avaliação da Fitotoxicidade de Herbicidas Pré-Emergentes na Cultura da Videira

Autores

  • Gustavo Comin CESURG, Sarandi-RS
  • Laina Vitoria Grasselli CESURG
  • EDIVANE FERRO
  • DIOGO DA SILVA MOURA
  • LUIS PAULO BALDISSERA SCHORR CESURG, Sarandi
  • FERNANDA GRACIELI MACHADO BRUM
  • Luis Augusto Peixoto Mafalda

Palavras-chave:

fruticultura, vitivinicultura

Resumo

A cultura da videira desempenha papel fundamental na fruticultura brasileira, com destaque para o município de São Jorge, no Rio Grande do Sul, reconhecido como o maior produtor nacional de uva Moscato Branco. Apesar da relevância dessa atividade, ainda existem problemas técnicos no que diz respeito ao manejo de plantas daninhas em cultivos perenes. A utilização de herbicidas pré-emergentes representava uma possibilidade promissora, embora seu uso em videiras exigisse cuidado devido ao risco de fitotoxicidade. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência do uso de herbicidas pré-emergentes no manejo de plantas daninhas em videiras, considerando o impacto na cultura pela fitotoxicidade. O experimento foi conduzido em parreirais com 15 anos, utilizando delineamento de blocos ao acaso com cinco tratamentos e quatro repetições. Foram testados os princípios ativos Indaziflam, Fomesafen-sodium, S-Metolacloro e Piroxasulfona, além de uma testemunha. As avaliações foram realizadas 30 dias após a aplicação, a fim de verificar possíveis alterações nutricionais e sintomas de fitotoxicidade. A fitotoxicidade foi determinada por avaliações visuais periódicas, utilizando escala percentual de 0 a 100%, na qual 0 representa ausência de injúrias e 100 representa a morte da planta, considerando sintomas como clorose, necrose, deformações e redução do crescimento. Os dados coletados foram tabulados e submetidos à análise da variância, quando significativos foram submetidos ao teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Nenhum dos produtos testados causou fitotoxicidade visível às videiras, sendo o resultado não significativo. Portanto, de forma geral, os produtos demonstraram potencial de uso no manejo de plantas daninhas, desde que aplicados de forma tecnicamente adequada.

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Publicado

19-06-2026