Uso de herbicidas pré-emergentes para controle de plantas daninhas na cultura da videira

Autores

  • GUSTAVO COMIN CESURG
  • EDIVANE FERRO
  • DIOGO DA SILVA MOURA CESURG, Marau
  • LUIS PAULO BALDISSERA SCHORR CESURG, Sarandi
  • FERNANDA GRACIELI MACHADO BRUM
  • JOAO MIGUEL TAUFER ALVES CESURG
  • Juhan V. A. Pedon CESURG

Palavras-chave:

vitivinicultura, controle quim, plantas infestantes, fruticultura

Resumo

A viticultura possui fundamental importância econômica para a fruticultura brasileira, destacando-se como uma importante atividade agrícola em diversas regiões produtoras do país. Entre os fatores que influenciam nesta atividade destaca-se o manejo de plantas daninhas, uma vez que a presença de plantas daninhas nos vinhedos constitui um dos principais desafios para os produtores. Isso ocorre, pois, essas plantas competem com a cultura por recursos essenciais ao crescimento e desenvolvimento, como água, luz e nutrientes, além de dificultarem as operações de manejo e favorecerem a ocorrência de problemas fitossanitários. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência de diferentes herbicidas pré-emergentes no controle de plantas daninhas em videiras cultivadas no município de São Jorge, Rio Grande do Sul. O experimento foi conduzido em um vinhedo comercial com aproximadamente 15 anos de implantação, utilizando delineamento experimental em blocos ao acaso, com cinco tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram: T1 = Controle, T2=Indaziflam, T3 = Fomesafen-sodium, T4 = S-metolacloro e T5 = Piroxasulfona. As avaliações de controle foram realizadas aos 15, 30, 45 e 60 dias após a aplicação dos tratamentos, considerando a eficiência sobre as principais espécies infestantes presentes na área experimental, utilizando amostras de 1m². Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e, quando observada significância estatística, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Os resultados indicaram diferença estatística entre os tratamentos, observando que os Tratamentos 2 e 3 foram os mais eficientes, mantendo a área totalmente livre de emergência de plantas daninhas por até 60 dias após a aplicação. Esse desempenho indica que esses tratamentos apresentaram maior persistência no solo, boa estabilidade da molécula herbicida e capacidade de impedir o estabelecimento de novas plântulas ao longo do período avaliado. Dessa forma, conclui-se que os herbicidas avaliados possuem potencial para utilização no manejo de plantas daninhas em vinhedos, constituindo uma alternativa eficiente para a redução da interferência das plantas daninhas e contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas de produção vitícola.

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Publicado

19-06-2026