Biomaphos associado a remineralizador na produção de ameixa cv. Letícia: efeitos sobre atributos pós-colheita.

Autores

  • Luziane Sidooski UDESC, Centro de Ciências Agroveterinárias
  • Clesio Leonel Hossa UDESC, Centro de Ciências Agroveterinárias.
  • Alisson Augusto Brandão Soares UDESC, Centro de Ciências Agroveterinárias
  • André Luiz Kulkamp de Souza Pesquisador da Epagri, EEV.
  • Gilberto Nava Pesquisador da Embrapa Clima Temperado
  • Cristiano André Stefffens UDESC, Centro de Ciências Agroveterinárias

Palavras-chave:

fertilidade, microbiológico, qualidade físico-química.

Resumo

A cultura da ameixeira (Prunus salicina Lindl.) cv. Letícia possui expressiva importância econômica na região Sul do Brasil, sendo sua produção destinada principalmente ao consumo in natura, o que exige frutos de elevada qualidade que está relacionada ao estado nutricional das plantas, dependente  das condições químicas, físicas e biológicas do solo. Nesse contexto, a adubação mineral tem sido amplamente utilizada para suprir as exigências nutricionais da cultura, com destaque para fontes solúveis de fósforo, como o superfosfato triplo. O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação de inoculante microbiológico (Biomaphos), isoladamente ou associado a diferentes doses de remineralizador, em comparação à adubação fosfatada mineral convencional, sobre a qualidade pós-colheita de frutos de ameixeira, por meio da determinação dos teores de sólidos solúveis e acidez titulável. O experimento foi conduzido em um pomar implantado em 2023, no município de Pinheiro Preto, Santa Catarina, sob clima Cfb, segundo a classificação de Köppen, em solo classificado como Neossolo Litólico. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com seis tratamentos e quatro repetições, totalizando 24 parcelas experimentais. Os tratamentos consistiram em: T1 – controle; T2 – superfosfato triplo na dose de 125 kg ha⁻¹ de P₂O₅; T3 – Biomaphos na dose de 500 mL ha⁻¹; T4 – Biomaphos associado a uma dose de remineralizador (15.625 kg ha⁻¹); T5 – Biomaphos associado à 1/2 dose de remineralizador; e T6 – Biomaphos associado a ¼ da dose de remineralizador. Os frutos foram colhidos e encaminhados ao Laboratório de Fisiologia e Tecnologia Pós-Colheita do CAV-UDESC em 13 de janeiro de 2026, onde foram avaliados antes e após o armazenamento refrigerado em câmara fria a 1±0,3°C e umidade relativa de 90±2% durante 30 dias, visando reduzir a taxa respiratória e retardar o amadurecimento. As análises físico-químicas realizadas incluíram a determinação dos sólidos solúveis totais, utilizando refratômetro digital e expressos em (°Brix) e a acidez titulável, por meio de titulação com solução padronizada de hidróxido de sódio (NaOH), sendo os resultados expressos em porcentagem (%) de ácido málico, principal ácido orgânico presente na ameixa. No primeiro ano de avaliação, os tratamentos para os teores de sólidos solúveis totais variaram de 10,5 a 15,5 brix, apresentando diferença significativa. A acidez titulável variou de 4,64 a 6,42 % de ácido málico, entretanto, sem apresentar diferença significativa entre os tratamentos. Esse resultado pode estar relacionado ao período inicial de implantação do pomar e ao curto período de atuação do remineralizador e do inoculante microbiológico, visto que os frutos avaliados são provenientes da primeira safra e os processos de disponibilização de nutrientes ocorrem de forma gradual. Dessa forma, a continuidade do estudo durante a safra 2026/2027 será fundamental para avaliar possíveis efeitos residuais e acumulativos dos tratamentos sobre a fertilidade do solo, a disponibilidade de fósforo, o estado nutricional das plantas e a qualidade pós-colheita dos frutos.

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Publicado

19-06-2026