Ácido indolbutírico (AIB) na propagação vegetativa de pitangueira com a técnica de miniestaquia

Autores

  • MARCO AURELIO GODOI UFFS
  • Moisés de A. Barbosa
  • Caroline S. Freitas
  • Jhonatan A. Marcante
  • Clevison L. Giacobbo

Palavras-chave:

Fruteira Nativa, Propagação de plantas, Eugenia uniflora. SISGEN - A3CE719

Resumo

A pitangueira (Eugenia uniflora L.), pertencente à família Myrtaceae, a espécie possui importância ambiental na recuperação de áreas degradadas e na manutenção da biodiversidade. Apesar de seu potencial agronômico, a produção comercial de mudas ainda apresenta limitações devido à predominância da propagação sexuada, a qual resulta em elevada variabilidade genética, desuniformidade de pomares e maior tempo para entrada em produção. Nesse contexto, a propagação vegetativa por estaquia surge como alternativa promissora para obtenção de mudas clonais padronizadas e manutenção de características agronômicas superiores. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a sobrevivência, brotação e número de brotos em estacas de pitangueira submetidas a diferentes concentrações de ácido indolbutírico (AIB). O experimento foi conduzido em casa de vegetação pertencente à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó-SC. Foram utilizadas estacas provenientes de plantas matrizes de pitangueira, provenientes de plantio de sementes e submetidas às concentrações de 0; 1.500; 3.000 e 4.500 mg L⁻¹ de AIB. O delineamento experimental utilizado foi de blocos inteiramente casualizado, com três repetições, sendo cada repetição constituida por oito miniestacas. Após 90 dias foram avaliadas as variáveis: porcentagem de estacas vivas, porcentagem de brotação e número de brotos. Os dados foram submetidos aos testes de normalidade e homogeneidade pelo teste de Shapiro-Wilk. Com a indicação de normalidade dos dados, utilizou-se os dados originais para à análise de variância e regressão, através do programa estatístico R. Observou-se que as concentrações de AIB influenciaram positivamente as variáveis analisadas. Para todas as variáveis utilizadas, verificou-se um comportamento linear crescente. Sendo verificado para a sobrevivência das estacas, a concentração de 4.500 mg L⁻¹ apresentou média de 23,09%. Para brotação, observou-se com 4.500.L-1 17,88% de estacas sobreviventes. Em relação ao número de brotos, a concentração de 4.500 mg L⁻¹ destacou-se com média 2,6 brotos por estacas. Os resultados demonstram que o uso de AIB favorece a manutenção da viabilidade e o desenvolvimento vegetativo das estacas de pitangueira, indicando potencial para otimização da propagação clonal da espécie. No entanto, deverá ser testado concentrações de AIB, ainda superiores às utilizadas neste trabalho.

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Publicado

19-06-2026