Uso do aplicativo Sigbanana para manejo da Sigatoka Amarela da bananeira em propriedades no Litoral Sul Catarinense
Palavras-chave:
Musa sp., Pseudocercospora musae, variáveis agrometeorológicas, controle fitossanitário.Resumo
A cultura da banana (Musa sp.) é de grande importância para a região Sul de Santa Catarina. A região se destaca por ter a maior área plantada e a maior produção de banana prata do estado. A Sigatoka Amarela (Pseudocercospora musae) é uma das principais doenças da cultura na região, levando à severas perdas de produtividade na ausência de controle. A aplicação de fungicidas é uma das formas de manejo da doença. No entanto, geralmente a sua adoção não é acompanhada de uma análise técnica sobre o desenvolvimento da doença. O aplicativo Sigbanana foi idealizado para subsidiar o controle fitossanitário da Sigatoka, baseando-se em variáveis agrometeorológicas. Em face da importância da doença e da necessidade de um controle mais eficaz, este trabalho teve por objetivo avaliar a eficiência do aplicativo Sigbanana em propriedades localizadas no Litoral Sul Catarinense no controle da Sigatoka Amarela. A doença foi avaliada em três locais: na Estação Experimental de Urussanga e em duas propriedades, uma no município de Cricúma e outra no município de Siderópolis. Em cada área foram selecionadas 10 plantas ao acaso, nas quais foram realizadas avaliações da doença pelo método do pré-aviso bioclimático, a cada duas semanas. As condições ambientais favoráveis para a doença foram acompanhadas pelo aplicativo Sigbanana, seguindo-se a indicação de aplicação de fungicida, de acordo com o alerta de risco para o aumento da doença. A aplicação de fungicidas foi realizada apenas nas propriedades de Criciúma e de Siderópolis. Na Estação Experimental de Urussanga não se procedeu a aplicação de fungicida. As avaliações foram realizadas no primeiro semestre de 2025. Na propriedade de Criciúma, risco baixo para a doença foi observado no mês de fevereiro, sendo indicado um alto risco em todo o período restante pelo aplicativo Sigbanana. Entretanto, a doença não se desenvolveu durante todo o período, mesmo antes da aplicação de fungicida. Em Siderópolis, baixo risco foi observado nos meses de fevereiro até meados de março. A partir do mês de março foi observado um alto risco para a doença se estendendo até o mês de junho. Todavia, a doença se manteve em níveis baixos até o mês de maio (inferior a 500 pontos), compreendendo o período de ação do fungicida (Trifloxistrobina + Tebuconazol) aplicado e cadastrado no aplicativo. Em Urussanga, o progresso da doença corroborou com as indicações do aplicativo para risco alto ou baixo da doença. A partir desses resultados pode-se inferir que o aplicativo Sigbanana é uma importante ferramenta auxiliar para o controle fitossanitário da Sigatoka Amarela da bananeira.
