Quantificação de princípios bioativos em duas diferentes idades de citrus cv Valencia.

Autores

  • Moises de Abreu Barbosa UFFS
  • Braiann Otto O. Wahlbrinck Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS
  • Jhonatan A. Marcante Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS
  • Prof. Dr. CLEVISON LUIZ GIACOBBO Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS

Palavras-chave:

(Fruticultura, Citrus sinensis, Pós-colheita)

Resumo

A laranja é uma fruta rica em atributos de qualidade e compostos bioativos, tais como o ácido ascórbico (vitamina C) e compostos fenólicos, utilizada em indústrias para sucos, podendo ser consumida in natura e também utilizada na indústria farmacêutica. Entretanto, há uma dúvida quando se trata de diferentes idades do pomar, se segue com a mesma  estabilidade desses princípios bioativos. Este trabalho visa avaliar compostos bioativos na laranja cultivar Valencia (Citrus sinensis) em duas diferentes idades. O experimento foi realizado com frutos de laranjas, obtidos de pomares em uma propriedade no município de Novo Xingu-RS, onde os frutos foram coletados e levados para a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó-SC, e foram levados para o laboratório de Fruticultura e pós-colheita para as posteriores análises. Sendo a mesma cultivar com tratamentos de diferentes idades, sendo T1 frutos com 4 anos e o T2 frutos com 15 anos. As laranjas foram colhidas no ponto de maturação ideal para o consumo. As variáveis avaliadas foram: Sólidos solúveis (SS), com uso de refratômetro analógico (ºBrix). O suco obtido foi filtrado em papel filtro e diluído em água destilada na proporção de 1:10 para Vitamina C com o método colorimétrico (mg de ácido ascórbico/100 mL de suco). Para compostos fenólicos utilizou o método de Swain (mg GAE 100g-1 MF). Na proporção 1:100 para açúcares redutores através do método de Sumner e Graham (g 100 mL-1) e 1:1000 para açúcares totais que seguiu a metodologia colorimétrica Fenol-sulfúrico (g 100mL-1).Para sólidos solúveis (SS) não houve diferença entre os tratamentos, obtendo-se uma média de 10 ºBrix. Verificou-se para vitamina C que a maior concentração de ácido ascórbico foi observada em T1 (38,72 mg de AA  100 mL-1), diferindo significativamente do T2 (30,38 mg de AA 100 mL-1). Os compostos fenólicos não apresentaram diferença estatística entre os tratamentos, sendo as médias para T1 e T2 de 70,13 e (67,70 mg GAE 100 mL-1 MF, respectivamente). Para açúcares redutores, o T1 apresentou o maior valor (2,96g 100g-1 mL-1), diferindo significativamente do T2 (2,40 g 100 mL-1). Para açúcares totais não houve diferença estatística entre os tratamentos, sendo asrespectivas médias de T1 e T2 de ( 3,62 e 2,65 g 100 mL-1), respectivamente. Pode-se chegar à conclusão de que plantas mais jovens, apresentam melhores resultados para nutracêuticos, possivelmente podem ter relação ao menor tamanho de copa, facilitando a interceptação da radiação solar tanto nos frutos como nas folhas, o que pode auxiliar na questão de uma maior taxa fotossintética líquida. Sendo assim, o T1 se destaca nas variáveis de vitamina C e açúcares redutores, não diferindo nas demais variáveis.

 

 

 

 

Arquivos adicionais

Publicado

19-06-2026