Comportamento vegeto-produtivo de pessegueiro 'BRS Rubimel', em diferentes sistemas de condução de plantas em dois ambientes

Autores

  • Thiago Vinicius Rech UFFS
  • Moisés de A. Barbosa
  • Edson da Silva
  • Jhonatan A. Marcante
  • Luis Augusto Peixoto Mafalda
  • Dr. Luís Paulo Baldissera Schorr
  • Dr. Clevison L. Giacobbo

Palavras-chave:

densidade de plantio, arquitetura de planta, calibre de fruto.

Resumo

O pessegueiro (Prunus persica (L.) Batsch) é uma das principais frutíferas de clima temperado cultivadas no Sul do Brasil, sendo o sistema de condução adotado um fator determinante para a produtividade e a qualidade dos frutos. Objetivou-se avaliar o comportamento vegeto-produtivo e o potencial hídrico xilemático da cultivar 'BRS Rubimel' submetida a sete sistemas de condução de plantas em dois ambientes de cultivo. O delineamento experimental adotado foi bifatorial 2×7, sendo dois locais — pomar didático da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó-SC, e pomar comercial em Sarandi-RS, ambos com plantio em 2021 e avaliações na safra 2025/26 (quarto ano após o plantio) — e sete sistemas de condução: T1 Taça (5,0 × 3,5 m); T2 “Y” (5,0 × 1,5 m); T3 Líder central (5,0 × 0,8 m); T4 Duplo líder (5,0 × 1,2 m); T5 Triplo líder (5,0 × 1,6 m); T6 Quádruplo líder (5,0 × 1,4 m); T7 Guyot (5,0 × 2,0 m), em blocos casualizados (DBC), com três repetições, sendo as parcelas de seis plantas (quatro centrais avaliadas). O manejo de adubação, fitossanitário e de raleio foi padronizado entre os tratamentos, sem irrigação. Avaliaram-se número de frutos por planta, produtividade (t ha⁻¹), diâmetro equatorial (DE) e polar (DH) dos frutos (mm) e potencial hídrico xilemático (MPa), determinado com câmara de pressão de Scholander, com os dados submetidos aos testes de Shapiro-Wilk, ANOVA e Tukey (α=5%). A análise fatorial Local × Tratamento revelou interação significativa para todas as variáveis avaliadas. Para o número de frutos por planta (CV=19,45%), em Chapecó os sistemas Quádruplo líder, Triplo líder e Guyot apresentaram-se superiores (30,80, 29,69 e 29,90 frutos por planta, respectivamente) estatisticamente ao “Y”, ao Líder central e ao Duplo líder (22,00, 22,44 e 20,50, respectivamente), enquanto a Taça apresentou valor intermediário (27,38). Em Sarandi, o Triplo líder destacou-se com 34,00 frutos por planta, acompanhado da Taça, do Guyot e do Quádruplo líder (27,70, 29,63 e 27,55), ao passo que o Duplo líder apresentou o menor valor (8,00); o “Y” e o Líder central apresentaram valores intermediários (27,50 e 23,00). Para a produtividade (CV=17,36%), o Líder central, conduzido na maior densidade de plantio (2.500 plantas ha⁻¹), apresentou os maiores valores estimados em ambos os locais (7,58 t ha⁻¹ em Chapecó e 8,75 t ha⁻¹ em Sarandi); em Sarandi, o sistema “Y” também se destacou (8,57 t ha⁻¹), ao passo que a Taça apresentou os menores valores nos dois ambientes (2,07 t ha⁻¹ em Chapecó e 1,94 t ha⁻¹ em Sarandi). Para o calibre dos frutos, o local de cultivo exerceu efeito significativo sobre DE e DH, sendo Chapecó superior a Sarandi em DE (64,58 e 58,72 mm, respectivamente) e DH (66,08 e 57,61 mm, respectivamente). Quando observado os sistemas dentro de cada local, verificou-se que o Líder central destacou-se em Chapecó e a Taça e o Guyot em Sarandi. Para o potencial hídrico xilemático, não houve diferença significativa entre os sistemas de condução em nenhum dos ambientes (CV=20%), com médias gerais de -0,90 MPa em Chapecó e -1,01 MPa em Sarandi. Conclui-se que, na safra 2025/26, o Líder central proporcionou a maior produtividade por área de 'BRS Rubimel' nos dois ambientes avaliados, ao passo que a hierarquia entre os demais sistemas variou conforme o local de cultivo, sem efeito dos sistemas de condução sobre o potencial hídrico xilemático.

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Publicado

19-06-2026