Incidência de moscas-das-frutas, Anastrepha fraterculus e Ceratitis capitata (Diptera: Tephritidae), em diferentes cultivares de tangerinas no município de Chapecó - SC.

Autores

  • Leonardo Balena Epagri
  • Eliandra de Lima UFFS
  • Rodolfo Vargas Castilhos Epagri
  • Eduardo Cesar Brugnara Epagri
  • Marco Aurélio Tramontin da Silva UFFS

Palavras-chave:

citricultura, monitoramento de pragas, tefritídeos

Resumo

O Brasil é o 7° produtor mundial de tangerinas, com uma produção média anual de mais de um milhão de toneladas. Dentre os estados brasileiros, São Paulo é o maior produtor, com produção anual superior a 300 mil toneladas, e produtividade média próxima a 30 toneladas por hectare. Santa Catarina, por sua vez, ocupa a 10a posição neste ranking, produzindo anualmente cerca de oito mil toneladas, com produtividade média de 10 t/ha. Essa menor produtividade se deve, principalmente, ao caráter familiar da produção desta cultura no estado, uma vez que 95% dos produtores de frutas cítricas de Santa Catarina possuem propriedades menores que 50 hectares. Dentre os fatores que podem acometer a produtividade desta cultura, está a incidência de pragas-chave como as moscas-das-frutas. Estes insetos depositam seus ovos nos frutos, e, após a eclosão, as larvas se alimentam da polpa, apodrecendo as frutas internamente, facilitando a entrada de fungos e bactérias. Os frutos atacados se tornam impróprios para o consumo e comércio. Este trabalho visou avaliar a incidência de moscas-das-frutas em três cultivares de tangerinas: Ponkan, Marisol e Dekopon. A avaliação foi realizada em uma coleção de cultivares instalada no Centro de Pesquisas para a Agricultura Familiar de Santa Catarina – Cepaf / Epagri, Chapecó – SC. Foram monitoradas uma planta por variedade de tangerina ao longo de seis avaliações, no período de 20 de março a 15 de maio de 2026, realizando a captura dos insetos através de armadilhas do tipo McPhail (uma por planta), abastecidas com atrativo à base de proteína de origem animal hidrolisada (Ceratrap®). Os insetos capturados foram identificados quanto a sua espécie, contabilizados, e os resultados comparados entre cultivares, espécies, e espécies dentro de cada cultivar. Os resultados referentes à incidência geral nas três cultivares foram analisados utilizando modelos lineares generalizados (GLM) adaptados para distribuição de Quasi-Poisson (dados de contagem, p < 0,05), enquanto a incidência de cada espécie no pomar e em cada cultivar foi comparada pelo teste t de Student (p < 0,05). A incidência média de tefritídeos em ‘Ponkan’, ‘Marisol’ e ‘Dekopon’ foi de 11,5; 12,7 e 13,3 moscas/armadilha/semana, respectivamente, não havendo diferença significativa entre elas (p = 0,91). A espécie mais frequentemente amostrada no pomar foi A. fraterculus, com 10,6 moscas, contra 1,9 moscas de C. capitata por armadilha/semana.

Arquivos adicionais

Publicado

19-06-2026