Fertilidade de gemas de videiras cultivadas no Oeste de Santa Catarina

Autores

  • Thiago Marchi EPAGRI
  • Valter José Fedatto EPAGRI
  • João Gabriel Souza IFSC
  • Bruno Marciano Ferreira IFSC
  • Rogerio de Oliveira Anese IFSC

Palavras-chave:

Vitis vinifera, Viticultura, Poda de inverno

Resumo

A videira é uma cultura de destaque no Oeste Catarinense, porém o sucesso produtivo depende da fertilidade das gemas, que determina o potencial de carga e o tipo de poda. O objetivo deste trabalho foi avaliar a fertilidade de gemas em diferentes posições do ramo em cultivares de videiras no Oeste de Santa Catarina. O estudo foi conduzido no ciclo 2024/2025 com as cultivares ‘Bordô’, ‘Niágara Branca’, ‘Moscato Embrapa’, ‘Cabernet Sauvignon’ e ‘BRS Vitória’, cultivadas em Lajeado Grande, Quilombo e Chapecó. Ramos de um ano foram coletados em julho de 2025 e avaliados em laboratório sob condições controladas (25 °C e fotoperíodo de 12h). Avaliou-se a fertilidade em gemas basais (1-3), medianas (4-6) e distais (7-9), considerando o número médio de inflorescências e o percentual de gemas férteis. Para as cultivares ‘Bordô’, ‘Niágara Branca’ e ‘Moscato Embrapa’, não houve efeito significativo da posição da gema, com fertilidade superior a 95% em todas as regiões, permitindo podas curtas. A ‘BRS Vitória’ apresentou 100% de fertilidade, porém com maior número de inflorescências nas posições medianas e distais. Já a ‘Cabernet Sauvignon’ apresentou gradiente acentuado, com apenas 42,1% de fertilidade das gemas basais, sendo estatisticamente inferior às demais posições. Conclui-se que as cultivares americanas e híbridas possuem alta plasticidade de poda, enquanto para ‘BRS Vitória’ e, obrigatoriamente para ‘Cabernet Sauvignon’, recomenda-se a poda longa ou mista para garantir a produtividade nas condições do Oeste Catarinense.

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Publicado

19-06-2026