Aplicação de fungicida sistêmico e desinfestação superficial para introdução in vitro de segmentos nodais de Feijoa sellowiana

Autores

Palavras-chave:

goiabeira-serrana, cultura de tecidos, propagação de plantas

Resumo

A Feijoa sellowiana (O. Berg) O. Berg é uma espécie frutífera nativa da região sul do Brasil. Seu destaque se dá pelo potencial produtivo e econômico de seus frutos, que possuem alto potencial farmacêutico e sabor atrativo. Contudo, no Brasil não há produção em larga escala, consequência do pouco interesse produtivo e científico, cenário que vem mudando com o tempo. No período em que a espécie foi alvo de pesquisas, registraram-se sete cultivares, porém, devido a alta recalcitrância à propagação vegetativa e ao pouco avanço nas técnicas, a produção de mudas clonais dessas cultivares não consegue atender ao mercado crescente. Nesse sentido, o presente estudo objetivou comparar diferentes tratamentos descontaminantes, visando contribuir para a definição de protocolo de estabelecimento in vitro de segmentos nodais para a micropropagação. Para tanto, durante 30 dias aplicou-se fungicida sistêmico à base de oxicloreto de cobre (2 g L-1) em metade das plantas matrizes mantidas em casa de vegetação. Após, foram coletados brotos jovens não lignificados e imediatamente imersos em solução aquosa de hipoclorito de sódio (1%) e polivinilpirrolidona (2 g L-1) por 0, 2, 4 e 6 horas, caracterizando um experimento fatorial 2 × 4 com 10 repetições. Em câmara de fluxo laminar, os brotos foram retirados da solução, imersos em álcool 70% por 60 segundos, lavados três vezes em água destilada autoclavada e seccionados em segmentos nodais. Os explantes foram inoculados em meio de cultura simples (30 g L-1 de sacarose e 6 g L-1 de ágar) e mantidos em sala de crescimento com temperatura de 25 °C e fotoperíodo de 16 horas. Após 30 dias os explantes foram avaliados quanto a sobrevivência, oxidação, contaminação fúngica, formação de calo e de broto. A análise estatística foi realizada por meio de regressões logísticas com ajuste de Firth, comparando-se pareadamente as médias marginais estimadas e a odds ratio. A sobrevivência variou de 70% a 100%, sem efeito significativo entre tratamentos. Das 80 unidades amostrais, apenas duas apresentaram oxidação.  A contaminação fúngica variou de 0% a 70%, apresentando interação significativa entre os tratamentos. Não houve diferença significativa entre os tempos de imersão 2, 4 e 6 horas, enquanto no tempo 0 hora o fungicida reduziu a contaminação fúngica. Além disso, o aumento do tempo de imersão teve efeito significativo apenas nos explantes sem fungicida. Não houve formação de calo nos explantes tratados com fungicida, diferindo estatisticamente dos explantes não tratados, nos quais a formação variou de 10% a 40%, conforme o tempo de imersão. A formação de brotos variou de 0% a 30%, sem diferença significativa entre tratamentos. Explantes oriundos de plantas não tratadas com fungicida sistêmico e submetidos a 3 horas de solução de desinfestação apresentam maior sobrevivência e menor contaminação, favorecendo o cultivo in vitro.

Biografia do Autor

  • Levi Lemuel de S. Costa, Universidade Federal de Santa Catarina

    Mestrando, bolsista CAPES, PPGBAF, campus Curitibanos, UFSC

  • Matheus R. da Silva, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduando, Engenharia Florestal, campus Curitibanos, UFSC

  • Me. Gustavo H. M. Regazzolli, Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutorando, bolsista CAPES, PPGEAN, campus Curitibanos, UFSC

  • Yanka G. de S. Pinheiro, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda, Engenharia Florestal, campus Curitibanos, UFSC

  • Rubia S. Jankovski, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda, Agronomia, campus Curitibanos, UFSC

  • Dra. Rita C. de Melo, Universidade Federal de Santa Catarina

    Profa. Dra., campus Curitibanos, UFSC.

  • Dra. Kelen H. Lencina, Universidade Federal de Santa Catarina

    Profa. Dra., campus Curitibanos, UFSC

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Publicado

19-06-2026