Fungicidas no manejo do míldio em videira ‘Cabernet Sauvignon’ em São Joaquim no ciclo 2021/2022

Autores

  • Leonardo Araujo Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
  • Felipe A. F. M. Pinto Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
  • Tiago Miqueloto Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
  • Théo Piucco Rocker Epagri - Estação Experimental de São Joaquim

Palavras-chave:

Plasmopara viticola, Vitis vinifera, controle químico

Resumo

O míldio causado pelo oomiceto Plasmopara viticola é uma das principais doenças da videira, especialmente em condições de alta umidade relativa e ocorrência de chuvas na primavera/verão. O P. viticola pode infectar folhas causando a redução da área foliar, com a morte do tecido ou desfolhamento precoce. Também pode causar a deformação das inflorescências e bagas, comprometendo a produção das plantas. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a eficiência de novos fungicidas no manejo do míldio da videira. O experimento foi conduzido em vinhedo da Estação Experimental de São Joaquim, utilizando plantas de videira cultivar Cabernet Sauvignon com 14 anos de idade. Plantas foram pulverizadas com diferentes defensivos agrícolas até o ponto de gotejamento (volume de calda de 1.000 L/ha) de 1 a 2 dias antes dos períodos chuvosos de 15/12/2021 até 25/01/2026. As plantas foram pulverizadas com os seguintes tratamentos (doses para 100 L de água): 1= testemunha (sem pulverizações), 2= ametoctradina + dimetomorfe (100 mL, Zampro®), 3= bentiavalicarbe isopropílico + clorotalonil (100 mL, Totalit®), 4= mancozebe + metalaxil-M (250 g, Ridomil Gold®), 5= dimetomorfe + ditianona (45 mL, Forum® + 50 g, Delan®), 6= Cimoxanil + Clorotalonil (125 mL, Zetanil®), 7= Ácido peracético (100 mL, CleanUp®), 8= Fosfito de potássio + aminoácido (100 mL, Optimus®). O delineamento foi em blocos casualizados, com quatro repetições por tratamento. Folhas da videira com sintomas do míldio foram infectadas por P. viticola em condições naturais de campo. Mensalmente a avaliação da severidade do míldio foi realizada através de escala diagramática. A avaliação foi realizada sempre nas 10 folhas intermediárias de cada um dos quatro ramos previamente selecionados. Determinou-se o grau de desfolha através de notas: 3 - intensa desfolha ≥ 70%; 2 – forte desfolha entre 70 e 40%; 1 – fraca desfolha entre 40 e 10%; 0 – muito fraca < 10 ou sem desfolha. Todos os tratamentos reduziram a AACPD sobre a severidade do míldio, embora os tratamentos 2, 5 e 6 apresentaram os melhores íncides de controle (IC) sobre a doença entre 83 e 95%. Os tratamentos 3, 4 e 7 apresentaram IC intermediários (entre 54 e 74%) sobre a AACPD da severidade, em comparação aos melhores e piores (8 com IC de 30%) tratamentos. Somente os tratamentos 2, 5 e 6 reduziram de forma significativa a AACPD sobre a incidência do míldio em comparação a testemunha. Somente os tratamentos 2 e 5 reduziram de forma significativa a desfolha causada pelo míldio em comparação a testemunha. Os resultados do presente estudo demonstram que novos defensivos agrícolas registrados para a cultura da videira possuem altos IC e podem ser posicionados para o manejo preventivo do míldio.

Biografia do Autor

  • Leonardo Araujo, Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
    Possui graduação em Agronomia (2007) e mestrado em Recursos Genéticos Vegetais (2010) pela Universidade Federal de Santa Catarina e Doutorado (2014) e Pós-Doutorado (2015) em Fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa.

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Publicado

19-06-2026