Enraizamento adventício em Feijoa sellowiana (O.Berg) O. Berg.

Autores

  • Gustavo H. M. Regazolli Universidade Federal De Santa Catarina (UFSC)
  • Matheus R. da Silva Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Levi Lemuel Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Carlos D. dos Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG)
  • Vinicius É. de Almeida Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
  • Leonardo Araujo Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI-SC)
  • Rita C. de Melo Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Kelen H. Lencina Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Palavras-chave:

Acca sellowiana, silvicultura clonal, miniestaquia

Resumo

Feijoa sellowiana (O. Berg) O. Berg (Myrtaceae) é nativa do sul do Brasil. Seus frutos apresentam elevado valor nutracêutico e farmacológico, além de alto valor agregado. Contudo, a produção no Brasil ainda é limitada devido à dificuldade na obtenção de mudas clonais de genótipos superiores, justificada pelo baixo potencial de propagação vegetativa da espécie. O enraizamento adventício é um fator importante para a propagação vegetativa e influenciado por fatores endógenos e exógenos, especialmente o componente genético. Diferentes genótipos possuem distinta capacidade de formação de raízes adventícias, o que impacta diretamente no sucesso da produção de mudas clonais. Assim, objetivo desse trabalho foi comparar diferentes progênies de F. sellowiana quanto ao enraizamento adventício de miniestacas. Para isso, material vegetativo foi coletado em minijardim clonal de origem seminal de diferentes progênies de F. sellowiana. As coletas foram feitas na primavera. Os propágulos tiveram sua base imersa durante 60 minutos em 4.000 mg L-1 de antioxidante polivinilpirrolidona (PVP). Em seguida, foram confeccionadas estacas com comprimento entre 3 e 5 cm, mantendo um par de folhas com 50% da sua área foliar. A base das estacas foi imersa em 2.000 mg L-1 de ácido idolbutírico (AIB) durante 10 seg. Após a imersão em AIB, as miniestacas foram acomodadas em mistura contendo substrato comercial com casca de pinus e vermiculita fina na proporção 1:1, em bandejas de isopor com alvéolos, em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com seis tratamentos (progênies: P1, H1, A1, N1, J1 e M1), com repetições desbalanceadas variando entre 6 e 9, cada uma formada por 4 estacas. O material a ser enraizado foi mantido em câmara com nebulização programada, a fim de manter a temperatura entre 25 e 35ºC e umidade relativa acima de 80%, até o momento da avaliação. As estacas foram avaliadas após 120 dias quanto à porcentagem de sobrevivência (SOB) e de enraizamento (ENR). Foi realizada a análise de variância (ANOVA) (α = 0,05), assim como a avaliação de seus pressupostos. Para avaliar as diferenças especificas entre os grupos foi utilizado o teste de Tukey (α = 0,05). Houve diferença entre as progênies tanto para a SOB [F(5,40) = 3,51; p = 0,0100; ω2 = 0,21], quanto para o ENR [F(5,40) = 5,18; p = 0,0009; ω2 = 0,31]. As médias das progênies para SOB variaram entre 63,9% e 10,7%, e para ENR variaram entre 55,5% e 7,1%. Para SOB apenas a progênie P1 (63,9%) e H1 (55,0%) diferiram da progênie A1 (10,7%). Em ENR a progênie P1(55,5%) diferiu da N1 (13,9%), J1 (11,1%) e A1 (7,1%). Os resultados do presente estudo sugerem a existência de variabilidade genética para o enraizamento adventício de miniestadas entre as diferentes progênies de F. sellowiana.

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Publicado

19-06-2026