Resistência de cultivares copa em diferentes porta-enxertos as doenças foliares da macieira em pomares orgânicos no ciclo 2024/2025

Autores

  • Leonardo Araujo Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
  • Felipe A. F. M. Pinto Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
  • Cristiano J. Arioli Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
  • Murielli S. G. D. Cornelli Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
  • Joice C. Heidemann Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
  • Tiago Miqueloto Epagri - Estação Experimental de São Joaquim

Palavras-chave:

Alternaria spp., Colletotrichum spp., Marssonina coronaria, Venturia inaequalis

Resumo

 

O programa de melhoramento genético da Epagri tem disponibilizado novos cultivares (cvs.) de macieiras, embora ainda não existem estudos demonstrando se estes genótipos são resistentes à mancha foliar de Marssonina (MFM) e mancha foliar de Alternaria (MFA). Desta forma, um experimento foi realizado em um pomar experimental (Estação experimental de São Joaquim da Epagri, 1.415 m altitute, implantado em agosto de 2021) e outro em um pomar comercial (Localidade Boava em São Joaquim/SC, 1.353 m altitute, implantado em setembro de 2018) para determinar os níveis de resistência às doenças dos cvs. da Epagri. Os pomares eram consituídos pelos seguintes cvs. copa: Daiane, Elenise, Fuji Mishima, Gala Gui, Isadora, Kinkas, Luiza, Monalisa, Serrana e Venice (resistentes a sarna e/ou mancha foliar de Glomerella). As cvs. copa foram enxertados nos porta-enxertos Marubakaido direto e com filtro M9 e CG 814. Nos dois pomares plantas foram pulverizadas semanalmente com defensivos agrícolas permitidos no sistema orgânico de produção. Para cada combinação copa × porta-enxerto foram selecionadas oito plantas de cada cv. nas linhas de plantio. As avaliações da incidência das doenças foliares foram realizadas em 23 e 24/04/2025. A incidência da doença foi avaliada nas 10 primeiras folhas de 10 ramos terminais selecionados ao acaso/planta em condições naturais de campo. O grau de desfolha/planta foi avaliado atribuindo notas (3 - intensa desfolha ≥ 70%; 2 – entre 70 e 40%; 1 – entre 40 e 10%; 0 < 10 ou sem desfolha). No pomar experimental os cvs. Monalisa e Luiza foram os mais suscetíveis a MFM e não houve interação significativa entre o cv. copa × porta-enxerto. Os cvs. Fuji-Mishima e Luiza foram os mais suscetíveis a MFA. O cv. Fuji-Mishima apresentou maior incidência da MFA no porta-enxerto CG814, enquanto que o cv. Luiza mostrou maiores níveis de doença no porta-enxerto Marubakaido direto. Os cvs. Daiane e Serrana apresentaram os menores valores de incidência da MFA. No pomar experimental, plantas não apresetavam desfolha precoce no momento da avaliação. No pomar comercial, os cvs. Isadora, Venice e Daiane foram os mais suscetíveisa a MFA. O cv. Isadora apresentou maior incidência da MFA no porta-enxerto Marubakaido direto, enquanto que o cv. Daiane mostrou maiores níveis de doença no porta-enxerto Marubakaido com filtro M9. Os cvs. Kinkas e Serrana apresentaram os menores valores de incidência da MFA. Não houve diferença entre os tratamentos para incidência da MFM. Os cvs. Kinkas, Serrana e Daiane apresentaram menores índices de desfolha no porta-enxerto Marubakaido, enquanto que Isadora e Kinkas mostraram menos desfolha no porta-enxerto Marubakaido com filtro M9. Os resultados do presente estudo demonstram que a pressão de inóculo, ambiente e porta-enxerto podem influenciar o nível de resistência dos cultivares copa de macieira a MFM e MFA.

Biografia do Autor

  • Leonardo Araujo, Epagri - Estação Experimental de São Joaquim
    Possui graduação em Agronomia (2007) e mestrado em Recursos Genéticos Vegetais (2010) pela Universidade Federal de Santa Catarina e Doutorado (2014) e Pós-Doutorado (2015) em Fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa.

Arquivos adicionais

Publicado

19-06-2026