Comportamento produtivo de pessegueiro cv. BRS RubraMoore em resposta a sete diferentes sistemas de condução de plantas.

Autores

  • João Gabriel Cortina UFFS
  • Moisés de Abreu Barbosa UFFS
  • Edson da Silva
  • Caroline Silva Freitas
  • Thiago Vinicius Rech
  • Jhonatan Antônio Marcante
  • Vanderlei Smaniotto
  • Clevison Luiz Giacobbo

Palavras-chave:

fruticultura, Prunus persica, condução de plantas

Resumo

O pessegueiro (Prunus persica), é uma fruta considerada de clima temperado, estando em segundo maior cultivo de frutiferas no mundo, ficando atrás da maçã. Sendo de extrema importancia economica nos paises de clima temperado. O objetivo com este trabalho foi avaliar as caracteristicas produtiva do pessegueiro BRS RubraMoore em sete sistemas de conduções  de plantas sobre o porta-enxerto cv. Capdeboscq. O experimento foi conduzido no pomar didático da área experimental e Laboratório de Fruticultura e pós-colheita de frutas, Campus Chapecó-SC, da Universidade Federal da Fronteira Sul- UFFS. Os tratamentos seguiam diferentes sistemas de condução de plantas, com densidade de plantio correspondente ao sistema, sendo: em ‘vaso aberto’, com espaçamento entre plantas de 5 x 3,5m, (571 plantas ha-1); em “Y” (ípsilon), com espaçamento de 5 x 1,5 m (1333 plantas ha-1); em ‘líder central’, com espaçamento de 5 x 8,0 m (2500 plantas ha-1); em ‘duplo líder’, com espaçamento de 5 x 1,2 m (1852 plantas ha-1), em ‘triplo líder’, com espaçamento de 5 x 1,4m (1588 plantas ha-1), em ‘quádruplo Líder’, com espaçamento de 5 x 1,6 m (1389 plantas ha-1), em ‘guyot ou múltiplos líderes’, com espaçamento de 5 x 2,0 m (1112 plantas ha-1). Foram análisadas as seguintes variaveis: Número de frutos por plantas, onde foi aferida a quantidade de frutos obtidos por planta; Estimativa de produtividade: onde foi estimado a produção de cada planta pela população de plantas por hectare (plantas.ha-1). Sólidos solúveis: avaliada através de uma amostra de três frutos por colheita, totalizando 15 frutos por repetição, utilizando refratômetro analógico, sendo expressos em °Brix. Os dados foram testados quanto a normalidade e homogeneidade pelo teste Shapiro Wilk e posteriormente submetidos à comparação por meio do teste de Tukey a 5% de probabilidade, análisado por meio do programa estatistico “R”. O tratamento “vaso-aberto”, se destacou na quantidade de frutos por planta, chegando a uma mèdia de 90,75, quando comparamos ao tratamento “duplo líder” temos um aumento de cerca de 60% de número de frutos por planta. Em produtividade, o tratamento “Y” se destacou, chegando a uma media de 13,36 t.ha-1, quando comparamos ao tratamento “vaso-aberto”, temos um aumento de 50% na produtividade. Em relação ao °Brix, as medias se manteram equiparadas em todos os tratamentos, mas ainda assim se sobressaindo com um SS de 11,50 °Brix o tratamento “duplo líder”. Os resultados indicam que o método de condução em “Y” tende a ser mais produtivo nas condições em que o experimento foi analisado. Já o “vaso-aberto”, em decorrência do maior espaçamento entre plantas, gerou mais frutos por planta, enquanto o duplo líder manteve o maior índice de sólidos solúveis.

Arquivos adicionais

Publicado

19-06-2026