Desempenho Produtivo de Pessegueiros sob Diferentes Sistemas de Condução e Regimes Hídricos no Oeste Catarinense
Palabras clave:
Prunus persica, Arquitetura de planta, Guyot.Resumen
A modernização da persicultura exige a adoção de sistemas de condução que otimizem a interceptação luminosa e a eficiência no uso da água. Este estudo objetivou avaliar a produtividade de pessegueiros (Prunus persica) em função de sete sistemas de condução (Vaso Aberto, Ípsilon, Líder Central, Duplo, Triplo e Quádruplo Líder, e Guyot) sob dois regimes hídricos (irrigado e sequeiro) em Chapecó-SC. O experimento foi conduzido no pomar didático da Universidade Federal da Fronteira Sul campus Chapecó SC. O delineamento experimental foi em blocos com cinco plantas, sendo avaliadas a três plantas centrais, em esquema bifatorial 7x2. Quanto a irrigação foi implantado o sistema de gotejamento. Os resultados das safras 2024/25 e 2025/26 demonstraram que a interação entre a arquitetura da copa e a disponibilidade hídrica é determinante para o sucesso produtivo. Sob irrigação, os sistemas Ípsilon (Y) e Líder Central apresentaram as maiores produtividades médias, atingindo até 13,96 t/ha. O sistema Guyot, embora com menor produção inicial, revelou-se altamente responsivo à suplementação hídrica, com incrementos produtivos significativos saindo de uma produtividade de 5,83 t/ha no não irrigado para 10,67 t/ha no sistema irrigado. Em contrapartida, o sistema Triplo Líder demonstrou maior estabilidade e desempenho superior em condições de sequeiro (9,85 t/ha). Conclui-se que a escolha do sistema de condução deve ser alinhada à infraestrutura de irrigação disponível: sistemas intensivos (Y e Líder Central) para pomares irrigados e sistemas de múltiplos líderes para cultivos de sequeiro, visando a sustentabilidade e rentabilidade da cultura na região.
