Atividade de enzimas do metabolismo de carboidratos nos frutos de pessegueiro ‘BRS-Kampai’ autoenraizados ou enxertados em clima subtropical

Autores

  • Michely Jacobsen Bertan Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Miguel Oliveira
  • Newton Alex Mayer
  • Gener Augusto Penso
  • Idemir Citadin

Palavras-chave:

Sorbitol oxidase, invertase ácida, partição de assimilados

Resumo

Em condições de clima subtropical, o uso de porta-enxertos adequados é uma estratégia fundamental para mitigar os problemas adaptativos enfrentados na persicultura, e aumentar a produtividade. O objetivo desse estudo foi determinar a força de dreno dos frutos de diferentes vigores de porta-enxertos, com base na atividade de enzimas do metabolismo de carboidratos na cultivar ‘BRS-kampai’. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados no ciclo de 2024/2025. Os tratamentos foram compostos pela cultivar BRS-Kampai autoenraizada (AR) e enxertada em porta-enxertos clonais, classificados por vigor: alto (‘BRS-Kampai’ AR e ‘Okinawa’), médio (‘Tsukuba-2’ e ‘Tsukuba-3’) e baixo (‘Cadaman®’ e ‘Clone 15’). As enzimas sorbitol oxidase (SOX) e invertase ácida de parede (IA) foram avaliadas nos frutos aos 33, 77 e 104 dias após a plena floração (DAPF). O material foi coletado e imediatamente acondicionado em N2 (-195 °C) e armazenado em ultra freezer (-80 °C). O tampão de extração foi o HEPES (pH 7,5). Após centrifugação, o sobrenadante foi utilizado para quantificação de SOX em meio de reação (pH 4,0). O precipitado foi extraído em solução salina para posterior quantificação da IA em meio de reação (pH 5,0). A glicose formada pelas reações foi quantificada pelo método do ácido 3,5-dinitrosalicílico (DNS), em espectrofotômetro a 540 nm. Em campo, mensurou-se o diâmetro semanal dos frutos com paquímetro (mm), em análises não destrutivas. A atividade da SOX foi superior à da IA em todos os períodos, evidenciando a predominância do metabolismo do sorbitol nos frutos. A maior atividade da IA ocorreu aos 33 DAPF, fase de divisão celular, indicando a importância da hidrólise da sacarose na definição no número de células e no potencial de crescimento do fruto. Já a SOX apresentou pico aos 77 DAPF, coincidindo com o início da expansão celular, sendo a principal fonte de suprimento da demanda energética nesse período. Os porta-enxertos de médio vigor induziram as maiores atividades enzimáticas, o que resultou em frutos com maior diâmetro final. Conclui-se que porta-enxertos de médio vigor promovem maior força de dreno e eficiência na alocação de carboidratos para os frutos, favorecendo o desempenho produtivo da cultivar ‘BRS-Kampai’ em condições subtropicais.

 

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Publicado

19-06-2026