A produção de frutas para o autoconsumo e a transferência de parte da produção para familiares que vivem nas cidades

Autores

  • Clóvis Dorigon Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
  • Cristiano Nunes Nesi Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina https://orcid.org/0000-0002-8642-3236
  • Cianarita Caron Figueiró Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina

Palavras-chave:

Fruticultura, Autoconsumo, Oeste de Santa Catarina

Resumo

A produção de alimentos para o autoconsumo, inclusive a de frutas, é da tradição dos agricultores familiares do oeste de Santa Catarina desde a colonização da região.  Este trabalho tem por objetivo apresentar os principais resultados de pesquisa realizada para compreender a relevância socioeconômica da transferência de alimentos produzidos para o autoconsumo por agricultores familiares do oeste de Santa Catarina para familiares que residem nas cidades. Foram aplicados questionários junto a 80 famílias que moram em 55 cidades da região Oeste Catarinense, são economicamente independentes, mas que se aprovisionam regularmente com alimentos produzidos por familiares que moram no meio rural e produzem para autoconsumo. Observou-se uma grande diversidade de frutas transferidas, com mais de 20 diferentes espécies, com destaque para os citros (laranjas, bergamotas/tangerinas e limões), com percentagens que variam entre 45% a 55%, seguidos por banana (aproximadamente 50%), pêssegos, mamão e abacate, acima de 30%. Já 42,6% responderam que o aprovisionamento das frutas é suficiente para as necessidades da família. Os valores totais médios economizados com os produtos recebidos dos familiares agricultores são estimados em de R$ 748,00 mensais (valores de maio de 2024). Já os valores economizados com o aprovisionamento de frutas são estimados na ordem R$ 157,51 (21% do total economizado), sendo o segundo maior valor por grupo de produtos, menor apenas que os produtos de origem animal. Destaca-se também que estas frutas não estão contabilizadas na produção de doces de frutas e geleias. Conclui-se que a produção de frutas para o autoconsumo nas propriedades rurais do oeste de Santa Catarina e a transferência da parte dessa produção para familiares que residem nas cidades é expressiva tanto em quantidadade como em diversidade de espécies, o que contribui para a melhoria da qualidade da alimentação dessas famílias.

Biografia do Autor

  • Cristiano Nunes Nesi, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina

    Pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão rural de Santa Catarina/Centro de Pesquisa para a Agricultura Familiar (Epagri/Cepaf). Correio Eletrônico: cristiano@epagri.sc.gov.br

  • Cianarita Caron Figueiró, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina

    Mestre, extensionista social da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). E-mail: cianaritafigueiro@epagri.sc.gov.br

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Publicado

19-06-2026