Efeito da aplicação de Bacillus subtillis no manejo do míldio na videira 'Bordô'
Palavras-chave:
Vitivinicultura, manejo integrado de doenças, sustentabilidade.Resumo
A região do Planalto Norte Catarinense apresenta condições climáticas favoráveis à produção de videiras, destacando-se a cultivar ‘Bordô’ (Vitis labrusca), amplamente utilizada e com relevância econômica regional. Apesar disso, ainda são limitadas as informações sobre o uso de agentes biológicos no manejo de doenças nessa cultura. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação de Bacillus subtilis no manejo do míldio da videira ‘Bordô’. O experimento foi conduzido durante o ciclo 2024/2025, em casa de vegetação no IFSC, em Canoinhas (SC), sob condições ambientais controladas. As mudas foram obtidas por estaquia lenhosa a partir de material coletado em vinhedo comercial com histórico de doenças, sendo cultivadas em vasos de 14,3 L. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com quatro repetições. Os tratamentos consistiram na aplicação preventiva de Bacillus subtilis (Serenade®), em intervalos de sete dias, nas doses de 0 (testemunha), 2, 3 e 4 L ha⁻¹. A incidência e a severidade do míldio foram avaliadas em intervalos de 15 dias, sob infecção natural, considerando todas as folhas do ramo principal. Os dados foram submetidos à análise de variância, com comparação de médias pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05). Os resultados indicaram que a aplicação preventiva de Bacillus subtilis não influenciou os parâmetros epidemiológicos avaliados, com início dos sintomas aos 21 dias e incidência máxima de 100% em todos os tratamentos. A severidade da doença manteve-se baixa ao longo do ciclo, variando entre 4,9% e 6,3%, sem diferenças significativas entre as doses. Conclui-se que a baixa severidade observada pode ter limitado a detecção de efeitos do agente biológico, indicando a necessidade de novos estudos para melhor avaliação do seu potencial no manejo do míldio da videira ‘Bordô’.
