Tratamentos pré-germinativos na germinação de sementes de Araucaria angustifolia

Autores

  • Renato Trevisan UFSM
  • Alison Felipe Noster Grzechotal UFSM
  • Luiza Tasquetto Toniolo UFSM
  • Heloisa Saraiva Side UFSM
  • Nara I. Leal de Brum UFSM
  • Aline Soares Pinto UFSM
  • Jocimar Caiafa Milagre UFSM

Palavras-chave:

Propagação vegetal, espécies nativas, restauração florestal

Resumo

A Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze é uma espécie arbórea nativa da Mata Atlântica de elevada importância ecológica, econômica e cultural no sul do Brasil. Atualmente encontra-se classificada como “Criticamente em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, devido à
exploração intensa e à fragmentação de seu habitat natural. Nesse contexto, o desenvolvimento de técnicas que favoreçam a propagação da espécie é fundamental para programas de conservação e restauração florestal e produção de mudas em viveiros. Um dos principais entraves na produção de mudas está relacionado ao atraso na emissão dos protófilos, o que prolonga o tempo necessário para a formação de plântulas e reduz a eficiência do processo produtivo. Assim, o presente trabalho teve  como objetivo avaliar a eficiência de diferentes tratamentos pré-germinativos na germinação e, principalmente na velocidade de emergência das plântulas de araucária, visando identificar práticas que acelerem o estabelecimento inicial das mudas. O experimento foi conduzido no Laboratório de Espécies Nativas e de Práticas Ambientais do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria em abril de 2025, utilizando sementes coletadas no município de Parai, RS. Foram avaliados cinco tratamentos: controle (sem tratamento); imersão em ácido giberélico a 500 ppm por 24h; imersão em água destilada por 24h; escarificação com corte do ápice da semente; e imersão em bioestimulante contendo Azospirillum brasiliense por 5 min. O delineamento experimental contou com quatro repetições de 18 sementes por tratamento. As sementes foram semeadas em tubetes contendo substrato comercial e mantidas em condições ambientais. Foram avaliados o percentual de germinação (G%) e o índice de velocidade de germinação (IVG). O tratamento com ácido giberélico apresentou a maior taxa de germinação (98,1%), embora não tenha diferido estatisticamente em
relação à maioria dos tratamentos, exceto da escarificação (87,5%). Para o IVG não foram observadas diferenças estatísticas entre os tratamentos, porém a imersão em água destilada apresentou o maior valor (0,29). Os resultados indicam que a pré-embebição das sementes pode favorecer a emergência mais rápida das plântulas, contribuindo para reduzir o tempo de produção de mudas, enquanto o uso de ácido giberélico demonstra potencial para maximizar a germinação da espécie.

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Publicado

19-06-2026