Emergência de porta-enxertos de citros no inverno catarinense sob os efeitos de genótipos e da posição da semente

Autores

  • Eduardo Cesar Brugnara Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
  • Rafael Roveri Sabião Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
  • Victor Antenor Soares Barbosa Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Valeria Spagnol Vanin Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Citros, Poncirus, propagação de plantas, cadeirinha

Resumo

A produção de mudas cítricas em Santa Catarina enfrenta gargalos sazonais devido às baixas temperaturas durante o inverno, especialmente com porta-enxertos de baixo vigor. O manejo na semeadura surge como uma variável técnica capaz de influenciar tanto a velocidade de emergência quanto a qualidade morfológica das plântulas. Compreender esses efeitos é essencial para reduzir o tempo de produção e evitar deformações no colo do hipocótilo, garantindo porta-enxertos de qualidade em menor tempo. Este estudo busca elucidar como a posição da semente afeta o desenvolvimento e deformações de hipocótilo em condições subótimas de temperatura. Um experimento foi instalado em Chapecó, SC, utilizando um delineamento experimental de blocos casualizados. Os fatores testados foram a posição da semente horizontal e vertical e dois genótipos [‘Flying Dragon’ – Poncirus trifoliata (L.) Raf., e ‘Swingle’ – Citrus paradisi Macfad x Poncirus trifoliata (L.) Raf.]. Foram avaliados 50 indivíduos (sementes) por unidade experimental (parcela). As variáveis analisadas foram: o tempo para emergência; e apenas com ‘Flying Dragon’, a altura da plântula e deformações do hipocótilo [Grau 1 - até 45° de inclinação em relação à vertical; e Grau 2 = 45° a 90° (cadeirinha)]. A análise não paramétrica ART (Aligned Rank Transform) associada à Anova foi aplicada aos dados. A posição da semente não afetou o tempo para emergência, mas as plântulas de ‘Swingle’ emergiram mais rápido com média de 85 dias contra 97 do oponente. A análise revelou que houve efeito significativo da posição da semente para a deformação de Grau 2, mais frequente na semeadura horizontal (28% contra 14%). As demais variáveis não diferiram entre tratamentos. Então, conclui-se que nas condições de inverno testadas, o ‘Swingle’ emerge mais rápido que o ‘Flying Dragon’ independente da posição da semente; e que plântulas de ‘Flying Dragon’ cujas sementes foram posicionadas de forma horizontal apresentam maior frequência de deformações de Grau 2 no hipocótilo.

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Publicado

19-06-2026